12/08/2008

Busca por direitos ou falta de amor-próprio?

As mulheres sempre lutaram em busca dos direitos iguais. Isso é um fato. A maioria dos direitos, nós conquistamos com muito orgulho, enfrentando inúmeros problemas. Mas atualmente o grande problema a ser enfrentado é: que tipo de direitos são esses?
Perante à sociedade, ainda com raízes extremamente machistas, homens podem tratar sobre qualquer tipo de assunto sem serem taxados de vagabundos ou qualquer coisa do tipo, fora o direito que têm de trair.
Quanto à trair, não é bem um direito, mas a sociedade chega a considerar compreensível o fato de homens procurarem mulheres diferentes de suas companheiras para manterem relações de qualquer tipo. Em vista disso, as mulheres (não todas claro, não pretendo generalizar em ponto algum) têm procurado conquistar esse mesmo 'direito'. Têm traído mais e de uma forma até mais desumana do que os homens, em alguns casos. A maioria é por vingança, outras pelo mesmo motivo que os homens: estão em busca de algo diferente. Que seja... Pra mim, traição é sinônimo de falta de caráter.
Quanto à tratar sobre os mais variados assuntos, eu até concordo que as mulheres deveriam mesmo buscar esse direito. Afinal isso toca num ponto que envolve a sociedade toda: a quebra de tabus. Antigamente mulher nenhuma podia falar sobre política, pois era severamente repreendida. Hoje em dia, mulher nenhuma pode falar sobre sexo sem ser taxada de vagabunda e outros tantos adjetivos de baixo calão. Isso por que? Porque as que vão numa busca mais direta pela quebra de tabus acabam exagerando na dose e denegrindo a imagem feminina. Querendo aderir aos novos padrões da sociedade, algumas mulheres abrem mão do pudor, do respeito e principalmente do amor-próprio. Quantas vezes eu já não ouvi falar daquele primeiro encontro de fulana em que aconteceu de tudo e mais um pouco? Inúmeras. E não, eu não me conformo. Podem me chamar de careta e do que mais for, mas eu não me conformo. Falar de sexo? Oras, eu falo sim. Falo com quem for, mas com um bocado de discrição, porque acho que deixar de falar disso hoje em dia é impossível, ainda mais devido aos tantos 'problemas' que o assunto em questão tem gerado. Agora, chegar ao ponto em que tantas mulheres chegam querendo se igualar à tantos e tantos homens por aí, nisso eu já não chego não. De forma alguma!
E se homem nenhum for capaz de me amar pelo que eu sou, licença que eu ainda tenho muito amor-próprio e posso viver bem com isso, obrigada.


Ps.: É, fugi dos padrões do blog, mas esse era o tipo de texto que eu não podia guardar só pra mim. Atenciosamente, a autora.

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