Você viu o Sol desta manhã? Eu não só vi como senti.
Depois de muito me decepcionar comigo mesma, retornei ao lar doce lar sentindo no corpo o cansaço da madrugada mal dormida e na pele o calor provocado pelo Sol mais desperto que nunca. Renovada pelo ar fresco dos cômodos que eu já conheço tão bem, me desfiz e me refiz. Desfiz-me em prantos, mágoas, depressões e opressões. Refiz-me em calma, paz, alegria e ânimo novo. Reestruturei-me quase que por inteira. E olhando pela janela, enxerguei de uma forma diferente os raios dourados que enchiam de luz todo e qualquer canto que minha vista pudesse alcançar.
Toda refeita de felicidade, pintei meu corpo num vestido longo de mil cores e meu rosto numa arte delicada de mil traços. Saí querendo sentir todo aquele calor de novo. Saí querendo me banhar em luz, divina ou não. Saí querendo submergir na claridade amarelada e brilhante. Juntei-me então ao pré-verão e me fiz arco-íris em dia ensolarado e sem chuva. Escolhi um lugar rodeado de flores e sentei-me com o intuito único de observar a incessante corrida do tempo. Juro que se ele passasse na minha frente, por mais lento que fosse, eu não o pararia. Quis que ele passasse, na velocidade que fosse.
Esperei pacientemente, apreciando cada segundo, até que a claridade morresse quase que por completo. Ao que nuvens encobriram o Sol que eu tanto admirei naquele pedaço de manhã, percebi que o pranto celestial estava prestes a ser derramado. Abriguei-me debaixo de um teto qualquer e vi um lindo dia se desfazer em lágrimas numerosas. Assisti um trecho do desabafo dos céus e retornei mais uma vez ao lar doce lar, imaginando se amanhã o dia vai se refazer em beleza maior que a de hoje.
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